Nós Podemos Escolher Melhor!

ACIC 9 de fevereiro de 2018

JOAO_TESTA

Por: João Carlos Testa*

Este é um ano de eleições presidenciais, e a corrida já começou! Hoje, são 35 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e todos encontram, em um ponto ou outro, rejeição de parcela da população brasileira, que desde 2013 deixa cada dia mais evidente que passamos por uma certa crise de representatividade na esfera Federal, com os recorrentes escândalos de corrupção. O discurso que impera tem duas afirmações básicas: “vamos ter que votar no menos pior” e “não podemos votar em político”.

Recentemente divulgado, um estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP) mapeou a opinião dos brasileiros quanto ao cenário político e demonstrou que mesmo desconfiando dos índices divulgados, a maioria da população ainda acredita no voto para garantir a defesa de seus interesses. Também é consenso na ciência política, que sem os partidos políticos, não temos democracia representativa.

Nossas ferramentas para uma boa escolha são a pesquisa e a informação.

Acreditar é próprio da cultura brasileira e com as recentes vitórias que estamos alcançando na batalha contra a corrupção no Brasil pós operação Lava Jato, vendo os usurpadores do dinheiro público levados à justiça, pensamos que estamos fazendo uma depuração de nossas lideranças, não só políticas, como empresariais. O “jeitinho” está caindo em desuso. Uma nova ordem que priorize a meritocracia e a transparência nos processos de escolha deverá ser implantada em nossa sociedade, e isso passa por cada um de nós, já nas eleições de 2018.

Nossas ferramentas para uma boa escolha são a pesquisa e a informação; a primeira a ser estudada é a Lei Complementar nº 135/2010 (Lei da Ficha Limpa) e as listas de nomes de políticos Ficha Limpa/Ficha Suja, que praticaram ações que ofendem o disposto na Lei citada. Estas listas podem ser encontradas em diversos ambientes na internet, mas é necessário cuidado também com as fake news (notícias falsas), prática adotada nas campanhas eleitorais por péssimos políticos, que ao invés de apresentarem boas propostas que atendam às necessidades dos cidadãos, preferem ressaltar os defeitos dos adversários, em algumas vezes, inventando ‘fatos’, e em outras vezes, inventando notícias sobre falsas realizações de si próprios.

Como brasileiros e como cidadãos, fazendo parte de um país democrático, pensamos que devemos desejar que as eleições sejam verdadeiramente decididas nas urnas, não em disputas judiciais, muitas vezes, fruto de manobras políticas. Vamos sim votar, vamos nós decidir, de forma consciente, porque nosso país ainda tem pessoas aptas a governar, mas cabe a nós saber escolher melhor!

*João Carlos Testa é Engenheiro Agrônomo, Gerente e Sócio da Celeiro Agrícola e Presidente da ACIC Cianorte.

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